Com US$ 839 bilhões, seu patrimônio é, com folga, o maior do planeta hoje; estima-se que ele deve atingir o US$ 1 trilhão ainda neste ano, por conta do planejado IPO da Starlink
Elon Musk ampliou ainda mais sua liderança no ranking global de bilionários. Segundo a Forbes, o CEO da Tesla soma US$ 839 bilhões em patrimônio na lista de 2026, enquanto sua fortuna em tempo real já bate US$ 840 bilhões. É, com folga, o maior patrimônio individual do planeta hoje.
Estima-se que ele deve atingir o US$ 1 trilhão ainda neste ano, por conta do planejado IPO da Starlink. Na abertura de capital, prevista para junho, a empresa buscará a avaliação de US$ 1,5 trilhão (R$ 7,8 trilhões) e captação de até US$ 50 bilhões — valores recordes para IPOs. Com isso, a fortuna de Musk deve pular facilmente acima do trilhão.
A trajetória de Musk combina visão tecnológica, apetite por risco e participações relevantes em empresas do chamado futuro da economia. Ele cofundou sete companhias, entre elas a montadora de veículos elétricos Tesla, a fabricante de foguetes SpaceX e a startup de inteligência artificial xAI.
Sua principal fonte de riqueza segue sendo a Tesla. Musk detém cerca de 12% da companhia, que apoiou ainda em 2004 e lidera como CEO desde 2008. A valorização contínua da empresa sustenta boa parte de sua fortuna.
No espaço, a SpaceX se tornou outro pilar central. Fundada em 2002, a empresa incorporou a xAI em fevereiro de 2026 em uma operação que avaliou o grupo combinado em US$ 1,25 trilhão. Musk possui aproximadamente 43% de participação no negócio, hoje um dos ativos privados mais valiosos do mundo.
O empresário também liderou a compra do Twitter por US$ 44 bilhões em 2022. Em 2025, fez a fusão da rede social com a xAI, em uma transação que avaliou a empresa combinada em US$ 113 bilhões (valor líquido), integrando mídia social e inteligência artificial em um mesmo ecossistema.
Além dos gigantes, Musk mantém apostas em fronteiras tecnológicas. Ele fundou a The Boring Company, voltada a túneis de infraestrutura urbana, e a Neuralink, que desenvolve implantes cerebrais. Juntas, as duas startups já levantaram cerca de US$ 2 bilhões com investidores privados.
Polêmicas
O maior bilionário do mundo acumula muitas polêmicas em sua carreira. Na mais recente, O empresário afirmou que “ninguém cometeu suicídio por conta do Grok”, em referência ao chatbot desenvolvido por sua empresa, a xAI. A declaração foi feita em fevereiro, durante um depoimento no processo judicial que move contra a OpenAI.
No depoimento, Musk criticou o histórico de segurança da OpenAI e afirmou que sua empresa prioriza mais a segurança no desenvolvimento de inteligência artificial. “Ninguém cometeu suicídio por conta do Grok, mas aparentemente houve casos envolvendo o ChatGPT”, disse ele, ao comparar o chatbot da xAI com o da OpenAI, mostra a reportagem do TechCrunch.
A fala surgiu durante questionamentos sobre uma carta pública assinada por Musk em março de 2023. No documento, ele e mais de 1,1 mil signatários pediam uma pausa de ao menos seis meses no desenvolvimento de sistemas de IA mais poderosos do que o GPT-4, principal modelo da OpenAI à época. A carta argumentava que os laboratórios de IA estavam envolvidos em uma “corrida fora de controle” para desenvolver e implantar sistemas cada vez mais avançados, sem planejamento e gestão suficientes.
Desde então, a OpenAI passou a enfrentar uma série de processos judiciais que alegam que táticas de conversa manipulativas do ChatGPT teriam causado efeitos negativos à saúde mental de usuários, incluindo casos de suicídio. A declaração de Musk indica que esses episódios podem ser utilizados como argumento em sua ação contra a empresa.
O processo movido por Musk questiona a transição da OpenAI de uma organização sem fins lucrativos para uma empresa com fins lucrativos. Segundo ele, a mudança teria violado acordos fundadores e poderia comprometer a segurança da IA ao priorizar velocidade, escala e receita em detrimento de preocupações éticas.
No depoimento, Musk afirmou que assinou a carta sobre segurança em IA porque “parecia uma boa ideia”, e não por já estar estruturando uma empresa concorrente. “Assinei, como muitas pessoas, para pedir cautela no desenvolvimento da IA. Eu só queria que a segurança fosse priorizada”, declarou.
Ele também respondeu a perguntas sobre inteligência artificial geral (AGI), tecnologia capaz de igualar ou superar o raciocínio humano em diversas tarefas, reconhecendo que “há riscos” envolvidos. Além disso, admitiu que estava equivocado quanto ao valor de sua doação à OpenAI: embora tivesse mencionado US$ 100 milhões, o valor correto, segundo a queixa revisada no processo, é de cerca de US$ 44,8 milhões.
Por: Rennan Julio


