terça-feira, 10 março, 2026
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Casas conectadas, com foco no conforto e no bem-estar: 10 empresas mostram como vamos morar no futuro

A automação doméstica, antes um privilégio, deve se tornar padrão, integrada desde o planejamento da casa. Equipamentos serão pensados para durar, ocupar menos espaço e operar de forma intuitiva, acompanhando um estilo de vida mais ágil

Se hoje ainda é sinônimo de status ostentar casas enormes, com muitos quartos, ambientes diversos e luxuosos, isso tende a mudar na próxima década. As moradias do futuro serão bem diferentes: menores, funcionais e extremamente conectadas – não apenas aos equipamentos com IA, mas também à natureza.

Com terrenos caros e escassos, especialistas preveem lares compactos e eficientes. A automação doméstica, antes um privilégio, deve se tornar padrão, integrada desde o planejamento da casa. Equipamentos serão pensados para durar, ocupar menos espaço e operar de forma intuitiva, acompanhando um estilo de vida mais ágil.

“Vamos construir apenas o que for necessário, o que significa casas menores em escala. Clima e energia devem ser as primeiras preocupações. O que também significa menos móveis”, afirma Marc Thorpe, fundador da construtora Edifice Upstate, em Nova York.

A automação residencial será incorporada em diferentes níveis, conforme a AIoT (internet das coisas com IA) avançe e se torne mais amigável. Da cozinha à lavanderia, da caixa de areia autolimpante ao cortador de grama autônomo, as novas soluções ampliam o conforto, reduzem impactos ambientais e promovem saúde e bem-estar. O futuro da vida doméstica está sendo desenhado agora – por startups, engenheiros e marcas que traduzem demandas complexas em objetos simples e funcionais.

Confira alguns números desse mercado, segundo a ONU, a Fortune Business Insights, a Apollo Academy e a REsimpli:

  • US$ 237 bilhões é quanto deve movimentar o mercado de automação residencial em 2032. Em 2024, o setor girava US$ 101 bilhões
  • 16% foi a redução no tamanho das casas nos Estados Unidos desde 2016
  • 68% da população mundial vai morar em áreas urbanas até 2050, de acordo com a ONU. Hoje, são 55%
  • US$ 516 bilhões foi o tamanho do mercado de construção sustentável em 2023. A projeção é atingir US$ 1,37 trilhão em 2034

10 empresas que vão mudar a maneira como moramos

Cozinha transparente
Graphene Square
Coreia do Sul
Fundação: 2012

Cozinhar sem fogo, sem indução elétrica e sem bocas de fogão. Essa é a proposta da sul-coreana Graphene Square, que desenvolveu o protótipo Cordless Transparent Cooker, um sistema de aquecimento transparente e portátil, feito com grafeno. A inovação permite aquecer panelas sobre uma superfície de vidro, sem fios, resistências visíveis ou estruturas tradicionais.

A tecnologia pode transformar cozinhas em espaços compactos, modulares e seguros, além de reduzir o consumo energético com aquecimento rápido e direcionado – o grafeno emite radiação infravermelha de forma eficiente, permitindo que o aparelho cozinhe alimentos com apenas 600 watts, metade do consumo dos fogões convencionais.

Os resultados atraíram a atenção de gigantes: a Samsung investiu US$ 11,3 milhões na empresa, aporte que permitiu iniciar a produção da versão piloto no final de 2024. Em um cenário de urbanização acelerada, o Cordless Transparent Cooker representa um ganho de espaço, de tempo e de sustentabilidade em apartamentos menores, cozinhas móveis ou até mesmo em bancadas multifuncionais.

Panela multiúso
Our Place
Estados Unidos
2019

Produzida com titânio anodizado, a Titanium Always Pan Pro é capaz de fritar, grelhar, assar e cozinhar a vapor. A proposta elimina o excesso de panelas e libera espaço nos armários. Com foco em durabilidade e funcionalidade, ela responde a um estilo de vida mais sustentável. Além disso, a tecnologia da panela dispensa o uso de PFAS – compostos sintéticos associados a riscos à saúde e conhecidos por sua persistência no ambiente. Ao eliminar esses “químicos eternos” da cozinha, reforça a busca por soluções mais práticas e conscientes.

Resíduo nutritivo
Mill
Estados Unidos
2020

Mill  — Foto: Divulgação
Mill — Foto: Divulgação

A startup norte-americana Mill quer dar o destino correto a resíduos. Seu principal produto, o Food Recycler, é um dispositivo inteligente que desidrata e tritura restos de comida durante a noite, convertendo-os em um pó seco e inodoro, semelhante à borra de café.

O processo promete reduzir o volume de lixo orgânico em até 80% e elimina odores na cozinha, graças a filtros de carvão ativado. Mais do que praticidade, a proposta representa uma mudança estrutural na gestão de resíduos domésticos. Segundo o cofundador Harry Tannenbaum, o material processado pode ser usado como fertilizante ou enviado de volta à empresa, onde é transformado em ração para galinhas, fechando um ciclo.

Com o sucesso do Food Recycler, a empresa anunciou, em abril de 2025, o serviço Mill for Workplace, por meio do qual ajudará empresas a gerenciarem resíduos em escala. Quando estiver funcionando, o serviço contará com dados em tempo real e uso de inteligência artificial.

Ajuste dinâmico de imagem
Hisense
China
1969

A TV LED TriChroma, de 116 polegadas, usa IA para ajustar automaticamente os níveis de brilho, cor e contraste, dependendo do conteúdo exibido. Conta ainda com tecnologia de tela com chips de LED vermelhos, verdes e azuis independentes, para cores mais nítidas.

Uma casa que conversa com você
LG
Coreia do Sul
1947

Em breve, as casas não serão apenas conectadas – elas serão equipadas com sistemas inteligentes, capazes de antecipar preferências, economizar energia e cuidar do conforto de forma autônoma. É essa visão que a LG vem construindo com a plataforma ThinQ, que integra inteligência artificial à rotina doméstica.

A tecnologia analisa padrões de uso, preferências individuais e dados do ambiente, como umidade e temperatura, para ajustar automaticamente sistemas como iluminação, climatização e eletrodomésticos. À medida que aprende com o comportamento dos moradores, a casa se torna mais eficiente e responsiva.

Na CES 2025, a empresa anunciou o ThinQ ON, seu primeiro hub doméstico inteligente, equipado com a assistente de voz de IA da LG, capaz de aprender as preferências do usuário. O produto foi apresentado em feiras de tecnologia, mas ainda não há previsão de venda. Em uma década, dispositivos que hoje demandam configuração manual poderão funcionar de forma totalmente adaptativa, otimizando conforto e consumo energético — sem que o usuário precise dar um comando sequer.

O fim da limpeza da caixinha
PetSafe
Estados Unidos
1998

Os pets são adorados mundo afora. De acordo com uma pesquisa encomendada à Ipsos pela Mars Pet Nutrition, 56% dos habitantes do planeta têm ao menos um pet, e gatos são mais numerosos que cães. Nesse cenário, a PetSafe criou uma solução tecnológica eficiente e mais acessível que as similares para acabar com a tarefa de limpar o xixi e o cocô dos gatos. Em caixas com cristais absorventes, sensores detectam automaticamente quando o gato terminou, iniciando um ciclo de limpeza 20 minutos depois. Uma estrutura deslizante recolhe os dejetos e os direciona para um compartimento coberto.

Jardineiro fiel
Mammotion Tech
China
2022

Mammotion Tech  — Foto: Divulgação
Mammotion Tech — Foto: Divulgação

Em um futuro breve, cortadores de grama autônomos com tração nas quatro rodas e visão 3D, como o Luba 2 AWD, da Mammotion, irão cuidar do jardim sem a necessidade de fios ou comandos manuais. Eles mapeiam o terreno, evitam obstáculos e ajustam o corte conforme a área.

Saúde felina
Smart Box
Estados Unidos
2023

Smart Box — Foto: Divulgação
Smart Box — Foto: Divulgação

A caixa de areia de gatos vai virar uma ferramenta de monitoramento de saúde. Sensores desenvolvidos pela Smart Box analisam peso, frequência de uso e outros dados que podem indicar anomalias. Em um futuro com mais pets que filhos, a tecnologia detecta sinais de doenças nos bichanos.

Energia garantida
Biolite
Estados Unidos
2006

Preocupado com os apagões? A BioLite, especializada em baterias, anunciou o lançamento de uma estação de energia portátil finíssima, que pode ser encaixada atrás da geladeira e garantir a refrigeração dos alimentos por até dois dias, mesmo sem energia elétrica.

Frio em todo lugar
Zero Breeze
Estados Unidos
2014

Um ar-condicionado portátil para manter a temperatura baixa no trabalho, no campo, na praia… Essa é a proposta do Mark 3, um aparelho que pode funcionar por sete a dez horas apenas com uma bateria, recarregável por um painel solar. O público-alvo é quem trabalha ou se diverte ao ar livre.

Por Jennifer Thomas

Redação
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