As araras-canindé e a proteção das florestas inspiram duas equipes mato-grossenses de robótica da categoria FIRST Robotics Competition (FRC). A Canintech (Senai Sinop) e a Forest Guardians (Senai Alta Floresta) representam a região norte de Mato Grosso, durante o Regional de Robótica – FRC, competição nacional que ocorre entre os dias 20 e 23 de março, em São Paulo (SP).
Apesar de representarem a mesma região, as duas equipes têm trajetórias diferentes. A Canintech, por exemplo, é considerada uma equipe veterana e esteve presente no FIRST Championship ou o Campeonato Mundial de Robótica do ano passado, que ocorreu em Houston, nos Estados Unidos.
Já a Forest Guardians, foi criada no ano passado e foi uma das participantes do Off Season, que ocorreu em Cuiabá no ano passado, ocupando a 5ª posição entre as participantes.

Confira um pouco mais sobre as equipes:
Canintech e sua coleção de conquistas

A equipe criada em 2023, ganhou ainda mais notoriedade por meio dos seus feitos, que envolvem a participação no mundial do ano passado, a conquista do prêmio Midia Award, também no mundial, a classificação em 2º lugar no Regional de Brasília 2024, além do prêmio de Design Industrial, também no regional e o prêmio de Novato Destaque, no Off Season de Cuiabá, também ano passado.
Para este ano, essa turma construiu um robô potente que no início teve vários protótipos, mas após a montagem dele, os alunos perceberam semelhanças com o robô “Tars”, do filme Interestelar. E essa máquina de vencer recebe o olhar cuidadoso dos estudantes, que desenvolvem estratégias e habilidades que serão fundamentais dentro da arena.
“A equipe está se preparando para o Regional de SP com foco e dedicação intensos. Os alunos estão imersos em um regime de treinamento diário, dedicando tempo e esforço para aprimorar o robô, suas habilidades e estratégias”, explicou o mentor da equipe sinopense, Américo Koji.
A equipe é composta por alunos do Novo Ensino Médio da rede estadual de ensino, em parceria com o Senai MT, sendo eles: Carlos Eduardo Brauna, Carlos Henrique Oliveira, ambos da Escola Estadual Profª Edeli Mantovani; Guilherme Sonntag, Gustavo Nogueira, Henrique Riffel – Ee Olimpio Joao Pissinatti Guerra, Joao Gabriel Gonçalves e Juan Carlos Gomes, da Escola Estadual Olímpio Joao Pissinatti Guerra e Matheus Borba, da Escola Estadual Nilza De Oliveira Pipino.
Forest Guardians e o sonho de participar do mundial
A Forest Guardians é considerada uma equipe rookie ou “novata”, criada há menos de um ano. Mas esse não é um problema para essa turma, que pretende com sua participação em São Paulo conquistar a tão sonhada vaga para o mundial.
O nome Forest Guardians é repleto de significado, em relação à preservação do meio ambiente, que também é um recado que a FIRST em sua temporada 2025 vem alertar, sobre a preservação dos oceanos. O robô Mad Max embarca também para São Paulo, após ser projetado e montado pelos estudantes.
“Estamos trabalhando há dois meses e obtivemos um bom desempenho em nosso protótipo. Nosso robô está bem performático para o objetivo que definimos. Queremos uma vaga no mundial e vamos competir com muita empolgação para conquistá-la”, disse o mentor da equipe Deric Martins.

O time de Alta Floresta é composto pelos alunos: Emanuely Silva, Maria Eduarda Korzekwa, Adriel Trindade, Angelo Pilger, Carlos Eduardo Silva, Eleandro Zaura, Ellyéser Neves, Gustavo Santos, Thaygor Souza, Miguel Romera e Wellington Oliveira, da Escola Militar Dom Pedro II. Além de contarem com a mentoria de Deric Martins, Sheila Santos, Daniel Silva e Fernando Garcia.
FIRST Robotics Competition (FRC)
A FIRST Robotics Competition (FRC) é a maior competição de robôs do mundo, que reúne jovens do ensino médio que são desafiados a projetar, construir e programar robôs de tamanho industrial com até 55 kg e 1,5 metro de altura.
A competição reúne times de todo o mundo que trabalham para desenvolver os melhores robôs, defendendo seus países no mundial em Houston, no mês de abril. Na ocasião, os campeões de todo o mundo se encontram no mundial a partir das competições regionais.
Nesta temporada, o desafio se chama REEFSCAPE, em que as equipes competidoras formam alianças e terão bolas e cilindros, que representam algas e corais. A ideia são as alianças coletarem algas, colocarem corais nos recifes e subirem à superfície do oceano em um determinado tempo.
Por: Julia Oviedo, em SENAI – MT