HomeView custa US$ 299 e estreia em um mercado dominado há anos por Amazon e Google; estratégia repete fórmula usada pela companhia para entrar depois dos rivais e tentar redefinir uma categoria
A Apple levou quase uma década para entrar no mercado de smart home. Anunciado nesta terça-feira (13), o HomeView chega com preço de US$ 299, nove anos depois de a Amazon apresentar o Echo Show e oito anos após o lançamento do Home Hub, do Google. Mas o atraso pode não ser um problema para a gigante de Cupertino.
Para a Fast Company, a Apple aposta em uma estratégia que já funcionou com outros produtos: entrar em mercados estabelecidos e conquistar consumidores com uma combinação de design, engenharia e experiência de uso.
Foi assim com o iPod, lançado quando os tocadores de MP3 já existiam, e com o iPhone, que chegou em 2007 a um mercado que já contava com diversos smartphones. Em ambos os casos, a empresa conseguiu transformar seus dispositivos em referências de suas categorias.
O HomeView segue essa fórmula. Equipado com uma tela de sete polegadas e um suporte inclinável de alumínio, o aparelho adapta as informações exibidas de acordo com a distância do usuário. Um sistema de reconhecimento facial permite personalizar conteúdos para até seis moradores da mesma residência.
Os recursos, porém, não são inéditos. O Nest Hub Max, do Google, já utiliza reconhecimento facial para personalizar calendários e outras informações, enquanto o Echo Show, da Amazon, também identifica usuários e ajusta sua interface conforme a distância.
Em algumas funcionalidades, o HomeView fica atrás dos concorrentes. O aparelho da Apple não oferece monitoramento remoto da residência por câmera, disponível no Echo Show, nem acompanhamento do sono por radar, recurso presente na segunda geração do Nest Hub.
Além disso, seu preço é superior ao de dispositivos semelhantes, em um momento em que analistas projetam uma queda nas vendas globais de telas inteligentes neste ano.
Ainda assim, a avaliação é que o HomeView pode conquistar consumidores graças à capacidade da Apple de transformar tecnologias já conhecidas em produtos desejados. A aposta da companhia é que, mais uma vez, chegar primeiro não seja tão importante quanto oferecer uma experiência capaz de convencer o público a comprar.
Foto: Divulgação
Por: Época Negócios


