domingo, 04 outubro, 2026
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Golpe usa site falso do TSE para cobrar Pix de R$ 47,90 de eleitores; saiba como evitar o golpe

Página fraudulenta exibe dados pessoais verdadeiros, simula irregularidade no título de eleitor e ameaça usuário com restrições caso suposta dívida não seja paga

Golpistas têm aproveitado o aumento da procura por informações e serviços relacionados às eleições para enganar os cidadãos. Faltando apenas dois dias para a realização do primeiro turno, marcado para domingo (4), a empresa de segurança digital ESET identificou um site falso que imita o do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A página, cuja terminação é “.online”, exibe dados pessoais reais do eleitor, como nome completo e nome da mãe, e cobra um Pix de R$ 47,90 para uma alegada regularização do título.

Com a nomenclatura “Consulta de Situação Eleitoral”, ela solicita o CPF do usuário e apresenta a mensagem “Seus dados são protegidos”. Depois que o documento é informado, ocorre o direcionado para uma tela com nome completo, além de campos parcialmente ocultos que simulam dados do título de eleitor, da zona e da seção eleitoral.

A utilização de informações reais é uma das estratégias para dar aparência de legitimidade ao serviço. Na sequência, o site nforma que o título estaria irregular e apresenta um selo com a indicação “Pendente”.

A cobrança informada de R$ 47,90 é dividida em R$ 26,00 por ausência eleitoral, R$ 14,90 de encargos legais e administrativos e R$ 7,00 de taxa de regularização cadastral.

Para convencer a vítima a pagar, a página apresenta uma notificação que a ameaça com suspensão do direito ao voto, impedimento de participar das eleições, perda de acesso a programas e benefícios governamentais e restrições em serviços que exigem situação eleitoral regular.

Quando o usuário clica em “Quitar débitos agora”, aparece QR Code, um código Pix Copia e Cola e uma mensagem de espera pela confirmação da transação. Segundo a ESET, na tela do aplicativo bancário, o recebedor aparece como uma empresa com sede em Curitiba, e não como o Tesouro Nacional.

“A exibição de dados pessoais verdadeiros pode fazer o eleitor acreditar que está em um serviço oficial. Ao combinar essas informações com ameaças de impedimento para votar, os criminosos criam uma sensação de urgência para induzir o pagamento sem que a vítima confira o endereço da página ou o destinatário do Pix”, diz Jonathan Ramos, pesquisador de segurança da empresa, em comunicado.

Nos testes realizados pela ESET, todos os CPFs válidos consultados receberam a mesma indicação de pendência e o mesmo valor a pagar. A companhia salienta que não conseguiu confirmar a origem dos dados apresentados na página, e que não há evidência de que tenham sido obtidos dos sistemas da Justiça Eleitoral.

Para não cair no golpe

Para que os eleitores evitem cair neste golpe, a ESET recomenda conferir a situação do título no site oficial do TSE, que utiliza o domínio “tse.jus.br”, ou no aplicativo e-Título e evitar links recebidos por mensagens ou encontrados em anúncios.

Além disso, antes de confirmar qualquer Pix, a dica é conferir o nome e o documento do recebedor. Conforme orientação do TSE, o destinatário de multas eleitorais pagas por Pix pelos canais oficiais deve ser o Tesouro Nacional. Cobranças acompanhadas de ameaças e pressão por pagamento imediato também exigem atenção.

Para aqueles que fizeram o pagamento na página falsa, a ESET indica procurar imediatamente o seu banco pelos canais oficiais, informar a fraude e solicitar a abertura do Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix. Também é importante registrar um boletim de ocorrência.

Foto: Divulgação

Por: Redação Época Negócios

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