Missão da NASA tenta salvar o telescópio Swift com nave privada que busca reposicionar o equipamento em órbita antes da queda
Uma operação no espaço tenta impedir que o telescópio Swift, da NASA, termine sua trajetória queimando na atmosfera da Terra. A solução envolve uma nave privada que vai tentar alcançá-lo e reposicioná-lo em órbita. As informações são do The New York Times.
É uma daquelas missões que parecem simples no papel, mas exigem precisão extrema na prática.

O que levou o Swift a essa situação
O Swift foi lançado em 2004 para estudar explosões de raios gama, eventos violentos que acontecem em regiões distantes do universo. Com o tempo, porém, sua órbita começou a perder altitude.
Sem sistema de propulsão, ele depende totalmente das condições do ambiente ao redor. O Space.com aponta que a atividade solar recente aumentou o arrasto atmosférico, acelerando essa queda.
Hoje, a previsão é de que o telescópio possa ser destruído em poucos meses se nada for feito.
A tentativa de resgate no espaço
Para evitar esse fim, entrou em cena a espaçonave LINK, desenvolvida pela Katalyst Space Technologies. Ela foi colocada em órbita após uma sequência de atrasos no lançamento.
A partir daqui, o desafio muda de nível: a LINK precisa se aproximar do Swift devagar, quase “calculando cada movimento”, até conseguir realizar a captura.
Depois disso, a ideia é empurrar o telescópio para uma órbita mais alta, num processo gradual que pode levar semanas.
Entre as etapas previstas estão:
- Verificação inicial dos sistemas da LINK após o lançamento
- Aproximação progressiva até o Swift
- Captura controlada em órbita
- Elevação da altitude em cerca de 160 km
- Estabilização da nova posição orbital

Um experimento que pode entrar para a história
O The New York Times observa que esta pode ser a primeira vez que uma empresa privada tenta capturar um satélite científico do governo dos Estados Unidos em pleno funcionamento.
A missão usa o sistema Pegasus XL, que permite lançar foguetes a partir de aviões — uma abordagem incomum, mas eficiente para esse tipo de operação.
O Swift, apesar de ter sido projetado para durar apenas dois anos, já está em atividade há mais de duas décadas e ainda entrega dados importantes sobre o cosmos.
O que acontece agora
A LINK ainda passará por uma fase de testes antes da aproximação final.
Se tudo der certo, o telescópio pode ganhar anos extras de operação — algo raro em missões espaciais que já deveriam ter sido encerradas há muito tempo.
Imagem: Divulgação/Northrop Grumman
Por: Valdir Antonelli, editado por Bruno Capozzi


