segunda-feira, 27 abril, 2026
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Petróleo começa semana em alta, cotado em US$ 101 o barril

Alta reflete impasse entre EUA e Irã, com mercados sensíveis a negociações

O preço do petróleo começou a semana em alta com o impasse nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã no fim de semana, que mantém restrições à navegação no Golfo. O Estreito de Ormuz continua fechando, prejudicando o tráfego de petróleo para o mundo.

No início do pregão asiático, o Brent avançou com força, enquanto o dólar registrou leve alta. O barril do Brent, referência internacional, subiu mais de 2% e atingiu US$ 101,32, refletindo preocupações com a oferta global diante das tensões na região.

Analistas avaliam que o comportamento dos mercados ao longo da semana deve seguir sensível a qualquer avanço ou retrocesso nas negociações diplomáticas, além de novos desdobramentos envolvendo o fluxo de petróleo na região do Golfo, um dos principais corredores energéticos do mundo.

Independência do petróleo

A construção de um mapa do caminho de transição global para longe dos combustíveis fósseis (Taff, na sigla em inglês) já encontra referências em mais de 50 países, segundo revela um estudo do Observatório do Clima e outras organizações internacionais. Os pesquisadores mapearam 46 nações com iniciativas para descarbonização do setor energético e outros 11 estudos para limitar e reduzir a oferta de óleo, gás e carvão.

Na avaliação dos pesquisadores que trabalharam na construção do relatório, além da redução dos impactos na mudança climática causados pela emissão de gases do efeito estufa com origem na queima dos combustíveis fósseis, há uma busca dos países por proteção à instabilidade geopolítica decorrente de conflitos e guerras.

“A dependência dos combustíveis fósseis não é apenas uma vulnerabilidade econômica, mas um motor de instabilidade global, expondo produtores e consumidores igualmente à crescente volatilidade, aos riscos de segurança e aos riscos climáticos”, diz Katrine Petersen, assessora sênior de políticas da think-tank E3G.

Nesse sentido, países como Reino Unido, Alemanha, Dinamarca, Noruega, Colômbia, Canadá e Brasil saíram na frente em planejamentos que incluem eletrificação e expansão das energias renováveis, descomissionamento e reforma de subsídios aos combustíveis fósseis como ambições nacionais.

Por outro lado, o estudo explica que esforços isolados dos países não são suficientes para conter as ameaças crescentes.

“Sem planejamento e cooperação internacional entre países produtores e consumidores sobre a transição global para longe dos combustíveis fósseis (Taff), os países em geral enfrentam agora riscos crescentes de insegurança energética, volatilidade econômica, impactos climáticos e perturbações” reforça o estudo.

Na avaliação do coordenador de política internacional do Observatório do Clima, Cláudio Angelo, embora esses planejamentos tenham relevância na adoção de políticas públicas internas, é necessário avançar em um processo global que alcance a dinâmica de produtos produzidos em alguns países e consumidos em outros.

“As iniciativas nacionais que existem são tijolos extremamente úteis para a construção dos mapas do caminho, mas elas precisam de escala, critérios e horizonte de tempo. Daí a importância do esforço multilateral”, afirma.

Com informação do Estadão de Conteúdo/Redação O Estado de S. Paulo.

Fonte: Mercado & Consumo

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