quinta-feira, 23 abril, 2026
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Brasil vence competição internacional de robótica

Equipe brasileira apresentou uma solução inovadora que permitiu que um robô colocasse uma camisa em um manequim real

Brasil fez bonito na PhyRC Challenge, uma competição internacional na área de robótica assistiva que usa robôs para auxiliar pessoas com algum tipo de limitação em tarefas rotineiras. A equipe Advanced Robotics Laboratory (AdRoLab), da Unicamp, conquistou o primeiro lugar.

No total, 56 universidade de 17 países tiveram que passar por duas etapas. A primeira consistiu em uma simulação virtual do processo de vestir um jaleco em um manequim usando apenas um manipulador robótico. Já a segunda propôs o desafio de vestir uma camisa em um manequim real.

Foram necessárias apenas cinco demonstrações

Após explorarem as técnicas mais atuais de aprendizado de máquina sem sucesso, a solução brasileira foi apostar em uma proposta híbrida, por meio do Modelo de Mistura Gaussiana (MMG) – mesclando a robótica moderna baseada em inteligência artificial (IA) e a metodologia robótica anterior, baseada em modelos matemáticos.

A diferença está no treinamento do robô para executar a tarefa. Enquanto a IA exige um grande volume de dados, por meio do MMG foram necessárias apenas cinco demonstrações para que o robô fosse capaz de realizar a ação.

No momento de vestir a camisa, o modelo analisa a posição do robô e usa probabilidade para determinar qual o caminho com maior chance de acerto, usando dados de todas as trajetórias aprendidas. A solução inovadora foi o que garantiu a maior pontuação para a equipe brasileira, que, durante a competição, conseguiu vestir um braço e a cabeça do manequim.

Solução garantiu o primeiro lugar para a equipe brasileira (Imagem: Lúcio Camargo/Unicamp)

Robô pode ajudar pacientes com problemas de mobilidade

  • O objetivo agora é levar a tecnologia para lojas.
  • Um dos obstáculos a ser superado é a capacidade da máquina de identificar o estado da camisa – se está torta, amassada etc. – e fazer os ajustes necessários para vestir o manequim.
  • Para isso, a equipe trabalha também com uma câmera que identifica a posição do corpo e da roupa.
  • A expectativa é integrar o manipulador aos demais robôs focados em mobilidade, colocando-o em cima da cadeira de rodas, por exemplo.
  • As informações são do Jornal da Unicamp.

Por: Alessandro Di Lorenzo

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