terça-feira, 16 junho, 2026
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Ciberataques contra setor de educação mais do que dobraram desde 2021

Os setores de educação e pesquisa continuam como alvos preferenciais dos cibercriminosos neste período pós-vacina, com um volume global de ataques que mais do que dobrou desde 2021. Em meio à corrida pela educação online, a aceleração de estudos científicos focados em vacinas e uma maior necessidade de informação nesse sentido, os golpes aumentaram 114% no período.

Os números são da Check Point Software Technologies, fornecedora de soluções de cibersegurança global, e colocam o Brasil como o país com o maior dos aumentos. Por aqui, o crescimento foi de 122% em relação ao total registrado no ano passado, acima da média global e na 11ª colocação entre os territórios que mais registram incidentes a cada semana.

No ranking de números absolutos, Israel está na primeira colocação, com 4,3 mil golpes realizados semanalmente e aumento de 3%, seguido da Austrália, com 4 mil e redução de 18%, e do México, com 3,7 mil representando um incremento de 45%. No Brasil, são 912 ocorrências a cada sete dias, um total que nos coloca à frente dos Estados Unidos, por exemplo, onde há baixa de 11%.

Brasil é o 11º colocado entre os países cujo setor de educação é o mais atacado, com um volume que mais do que dobrou em relação ao ano anterior e acima da média global (Imagem: Reprodução/Check Point)

Os segmentos de educação e pesquisa também apresentam o maior crescimento e volume de ataques semanais em relação à média global de outros setores. Isso vale, inclusive, para indústrias que normalmente são alvo comum de ataques cibernéticos, como os ramos militares e governamentais ou os sistemas financeiros.

“Estudantes, pais e escolas são alvos tentadores para cibercriminosos, principalmente por causa dos dados. De boletins de notas a tarefas online, os atacantes têm muito mais pontos de acesso a informações e dados confidenciais”, explica Omer Dembinsky, gerente de grupo de dados da Check Point. A adoção do ensino à distância, por exemplo, foi um dos principais motivadores desse movimento.

A tendência ampliou a superfície de ataque disponível aos criminosos, que agora possuem muito maios vias de ação para infiltrarem sistemas e obterem as informações que desejam. “Basta um professor, aluno ou pai e mãe clicarem em um e-mail de phishing criado por um criminoso cibernético e um ataque de ransomware pode estar em andamento”, completa.

Por isso mesmo, a recomendação é de atenção a todos os envolvidos na cadeira de educação à distância, principalmente no que toca mensagens, e-mails e outros contatos recebidos em nomes de instituição. Fake news também podem ser usadas para disseminar links maliciosos e vírus, enquanto manter sistemas de segurança ativos e atualizações em dia, além do olho vivo, são as principais dicas para proteção.

Por Felipe Demartini | Editado por Claudio Yuge

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